sábado, 28 de fevereiro de 2009
Ele fica as vezes intalado em minha garganta. As vezes tenho vontade de subir no mais altos dos montes e gritar...
Gritar pelo sufoco que nossa vida acaba por impor a nossa vida, gritar um grito de alerta, gritar que tenho amigos, gritar que estou feliz, no entanto, posso também gritar que estou infeliz, posso também gritar, porque as coisas não são como deveriam ou não são como eu imaginava. Um grito no morro, um grito no asfalto, um grito no quarto, um grito no grito.
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

A amizade tem valor? Tem, mas não aquele que normalmente damos a outras que coisas que se podem comprar como dinheiro. O valor da amizade está no cofre do coração e esse valor não há dinheiro que compre, se a amizade, realmente, for sincera. Hoje, em dia, é difícil falarmos com a boca cheia que temos vários amigos, até mesmo um ou dois amigos, mas amigos de verdade, que falam e ouvem, que procuram entender e sempre estão prontos, na medida do possível para lhe auxiliar, seja da forma que for.
Tem uma frase que diz: "O verdadeiro amigo não é aquele que enxuga as suas lágrimas, mas aquele que evita que elas sejam derramadas" (Autor desconhecido).
A amizade é uma escolha, não como seu irmão de sangue. Os amigos são irmãos, no coração. Uma das grandes riquezas do homem é ter amigos. Alguém já diz que, o homem que tem vários e verdadeiros amigos pode ser considerar milionário. Eu acredito nisso!
O amigo não é aquele que você encontra todos os dias, no entanto, mesmo tendo passado dias, quando isso acontece, parece que você tinha encontrando, também, com ele no dia anterior. O amigo é aquele que cuja se torna mais importante do que a sua própria.
Que bom que posso dizer que tenho amigos.
sábado, 21 de fevereiro de 2009

Muitas vezes alguém lhe diz: Não beba demais, pois você poderá tropeçar nos seus próprios pés e de repente isso acaba acontecendo e você fica bravo, briga e chama aquele que lhe avisou de boca suja e retruca, ainda mais, dizendo que ele gorou o seu momento.
Outras vezes alguém lhe diz: Não gaste demais, pois você poderá ficar sem dinheiro para pagar e de repente isso acaba acontecendo e você fica bravo, briga e chama aquele que lhe avisou de boca suja e retruca, ainda mais, dizendo que ele gorou o seu momento.
E a vezes que alguém lhe diz: Ame aquela pessoa que te ama, pois se você chifrá-la, um dia o feitiço poderá virar contra o feiticeiro e aí você se tornará um chifrudo, também, vulgo "homo cornutus". De repente isso acaba acontecendo e você fica bravo, briga e chama aquele que lhe avisou de boca suja e retruca, ainda mais, dizendo que ele gorou o seu momento.
Essas coisas são adversidades, como tantas outras e que muitas vezes não cremos que aconteça, pelos menos com nós mesmos.
As adversidades fazem parte de nossas vidas, mesmo que não a procuramos, mesmo que não bebamos para tropeçar em nossos próprios pés, mesmo que não gastemos para ficarmos sem dinheiro, mesmo que não colocamos chifre na pessoa que amamos etc. Elas existem, uma vez que alguém pode beber demais e por incrível que pareça não tropeça nos próprios pés, mas tropeça no seu, existem já alguém pode lhe furtar uma grana, que você guardava para pagar a sua conta, existem já que alguém pode lhe colocar um chifre, sem você nunca ter colocado e nem esperava.
Adversidades existem... com certeza.
Vejamos pela crise, não foi você, pelo menos a priori, que deu causa, nem provocou, mas ela lhe pegou de surpresa, de calças nas mãos e precisa aprender a lidar com isso, mesmo que com choros e velas, com fitas vermelhas.
Adversidades existem... com certeza
Vejamos pelo chifre, que a priori, você não deu causa e nem provocou, mas ele foi colocado em você, de surpresa, lhe pegou de calças nas mãos e precisa aprender a lidar com isso, mesmo que com choros e velas, com fitas vermelhas.
Vejamos a bebida e o tropeçar nos seus pés, que a priori, também você não deu causa, nem provocou, mas ela aconteceu com você, de surpresa, lhe pegou de calças nas mãos e precisa aprender a lidar com isso, mesmo que com choros e velas, com fitas vermelhas.
Por tudo isso, eu digo: Quando eu morrer não quero choros, nem velas, quero somente uma fita amarela gravada como o nome dela...
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

A crise segundo Einstein
"Não pretendemos que as coisas mudem se sempre fazemos o mesmo. A crise é a melhor bênção que pode ocorrer com as pessoas e países, porque a crise traz progressos. A criatividade nasce da angústia, como o dia nasce da noite escura. É na crise que nascem as invenções, os descobrimentos e as grandes estratégias. Quem supera a crise, supera a si mesmo sem ficar "superado".Quem atribui à crise seus fracassos e penúrias, violenta seu próprio talento e respeita mais aos problemas do que às soluções. A verdadeira crise é a crise da incompetência. O inconveniente das pessoas e dos países é a esperança de encontrar as saídas e soluções fáceis. Sem crise não há desafios, sem desafios, a vida é uma rotina, uma lenta agonia. Sem crise não há mérito. É na crise que se aflora o melhor de cada um. Falar de crise é promovê-la, e calar-se sobre ela é exaltar o conformismo. Em vez disso, trabalhemos duro. Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora, que é a tragédia de não querer lutar para superá-la. "

Coisas que perdemos no caminho
Perdemos o ar suave da inocência, perdemos a franqueza e a sinceridade aberta de uma criança e a própria simplicidade de ser. Tal comportamento não se resgata mais, por mais que possamos tentar, pelo menos não da maneira que era. Criamos em nós a dissimulação de ser e viver. E com essa dissimulação, nós passamos a usar uma máscara e com ela vivermos.
Desaprendemos a falar a verdade e criamos o amargo hábito da mentira. Deixamos a leveza da liberdade e vontade infantil de brincarmos e passamos a lutar, a competir e a medir forças com nosso próprio eu e com nossos “amigos”. Criamos a mania de querermos nos mostrar não da forma que deveríamos, mas da forma atropelada dos adultos, forma essa tão viciada pela inveja, pelo poder de ter e não de ser. Esquecemos sentimentos de consideração, de compreensão e de carinho. Perdemos o sorriso espontâneo. Perdemos...
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Tenho notado que muitos reclamam sobre relacionamento, sobre o amor, sobre a amizade, mas na realidade as reclamações deveriam ser expostas a céu aberto, porém não acontece na maioria das vezes, talvez por egoísmo ou mesmo por um medo egoísta de se mostrarem. Eu mesmo faço isso, o que se dúvida é um grande erro.
Uma frase que acho bacana sobre relacionamento foi escrita por Saint-Exupéry - "Amar não é um olhar para o outro, é olhar juntos na mesma direção".
O ficar hoje em dia, de certa forma, veio por acabar com o romantismo que dantes existia no ser humano. Logicamente, ficávamos, mas dávamos chances para conhecermos o outro e vice-versa. Hoje é bem diferente, muitas vezes é ficar por ficar, e no dia seguinte se duas pessoas se esbarrem fingem até que não se conhecem. Isso é "normal".
A mulher reclama que os homens são machistas, que querem somente transar e que não pensam em outra coisa. Por sua vez, os homens reclamam que está difícil de encontrar uma mulher que queira levar algo mais sério. De que é o erro? Creio que o erro é dos dois, creio que o erro, além da falta de romantismo, também é a falta de amor próprio, da auto-estima.
Tanto homem, como a mulher tem necessidades iguais em relação a sexo, a relacionamento, a carinho e ao amor. Todavia parecem que ultimamente não buscam o que realmente desejam, mas sim apenas uma aparência, um modo de justificar e acabam uns competindo com os outros, tipo: Quem fica com mais meninas, quem fica com mais meninos.
Creio que tudo isso acaba por fragilizar o ser humano e assim ficamos perdidos dentro do nosso universo. Muitas vezes, nem assumimos que estamos perdidos, nos mostramos sempre sorrindo para os outros, como se estivéssemos sempre de bem com a vida e olha, sinceramente, isso não é verdade. Digo isso, não só por mim, mas porque, depois que fico conhecendo um pouco mais as pessoas, a maioria reclama, como eu mesmo, da mesma coisa: Sinto-me só, gostaria de encontrar alguém bacana, mas está sinistro.
Muitas vezes olhamos uma mulher, não pelo que ela pensa e carrega em seu coração, mas por que ela lembra a Jessica Biel, a Carolina Dickmann, a Angelina Jolie etc. Olhamos por que ela tem um bunda bonita, um par de coxas, boca etc. Muitas vezes a mulher olha o homem, não pelo que ele pensa e carrega no coração, mas porque lembra ou quer que ele se pareça com Brad Pitt, Hugh Jackman, Daniel Craig etc. Olham porque ele tem um corpo bonito, um rosto bonito etc. Não estou querendo dizer que isso seja uma regra.
Não quero, também, dizer que não devemos olhar a beleza do outro, mas que deveríamos dar chances de conhecermos o outro e vermos se realmente aquela mulher é tão bela, como parece e vice-versa. Deveríamos olhar para a beleza externa, somente, depois que tivéssemos olhado a beleza interna. Isso é quase utopia, se não totalmente, por mais que é estranho falar assim. No entanto, se assim agíssemos, talvez as coisas fossem diferentes. Não estou querendo dizer, também, que não exista o fator pele, mas eu garanto que uma vez fui apaixonado por uma mulher, que dentro dos meus pensamentos, racionalmente jamais a olharia. Todavia, aconteceu porque fui olhando para ela como um todo, como e no que pensava, no seu coração e quando notei vi que ela, também, era uma linda mulher.

